Num dos pricipais livros da literatura brasileira, importante por sua genialidade, inovação estética e pela capacidade de sintetização de diversas inquietações humanas simbolizadas em seu personagem-narrador, o autor deliberadamente constrói uma tese nuclear a partir apenas de uma palavra e um símbolo. Essa palavra é "nonada", a qual abre o romance e significa essencialmente nada, ninharia. E o símbolo mencionado é o símbolo do infinito, aquela espécie de 8 na horizontal. Aqui se encontra a idéia proposta.
Resumidamente, no livro temos um jagunço recordando acontecimentos de sua vida, paralelamente com indagações acerca de sua própria existência, como reflexões sobre outras pessoas e também a respeito até de fenômenos sobrenaturais. Bom, para finalizar, essa história de vida é contada no espaço do livro entre a palavra inicial e o símbolo final, ou seja, recordando agora o que essa palavra e o símbolo significam, entre o "nada" e o "infinito" se interpõe a VIDA, aqui como construção extremamente pessoal e subjetiva...
Entre o nada e o infinito há a vida. Cada um pense o que quiser.
:D
28 de julho de 2008
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3 comentários:
Grande Guimarães Rosa assim como título do livro!
Eu acho que as pessoas umas completam a outra, por isso ninguém é igual a ninguém, pois todos precisamos de uns aos outros para nossa sobrevivência. Então o nada ninguém tem, apenas um pouquinho precisando mais o do outro, e o infinito se encontra as pessoas, no infinito, nessa imensidão de multidão, dentro de tudo isso a graça de DEUS, que tudo une, que tudo salva..
Mudou o nome? Está bem! AS MUDANÇAS SÃO BEM-VINDAS! A rotatividade, o florescimento , o reflorestamento...Abraços , Gabriel!
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